O que é necessário para a construção de trilhos?

O transporte sobre trilhos nasceu em ambiente de mineração. À medida que se tornou necessário arrastar pesos de minérios cada vez maiores, passou a ser cada vez mais penoso acompanhar o relevo irregular, do solo imprevisível no interior de uma mina, a bordo de uma carroça.

O uso de trilhos começou no século XVI: eram trilhos de madeira, sobre rodas dotadas de frisos.

Trilhos de madeira apresentam o defeito de ser suscetíveis a desgaste e a rachar quando submetidos a tensões. Isto não impediu que as linhas de trilhos de madeira proliferassem durante aproximadamente dois séculos.

Já em meados do século XVIII, os trilhos de madeira passaram a ser recobertos com tiras de Ferro, enquanto que, especificamente na Inglaterra, já se iniciava a fabricação de trilhos de Ferro maciço.

Aplicações além das ferrovias

Trilhos de aço têm se mostrado adequados para cargas de grande porte. É talvez um dos motivos para o sucesso da aplicação até esta data.

Estes trilhos sustentam até o deslocamento de foguetes espaciais, desde o hangar de montagem até a torre de lançamento. Evidentemente, é portanto esperado o uso de trilho para ponte rolante.

Uma ponte rolante é uma estrutura auxiliar para transporte de cargas em ambiente industrial limitado, porém com mobilidade nos eixos vertical, transversal e longitudinal.

Devidamente dimensionada, pode transportar cargas máximas variando entre 0,5 e 250 toneladas (outros limites, sob consulta a fornecedores). Seguem alguns dos componentes básicos de uma ponte rolante:

  • Talha;
  • Carro;
  • Viga;
  • Sistema de comando e controle.

É a talha que possibilita realizar o movimento vertical da carga, e de controlar o índice de carregamento, além de disparar sinalizações quanto ao status do desempenho.

Quanto ao controle remoto via RF (radiofrequência) ou IR (sigla inglesa para infravermelho), é natural que o transceptor acompanhe a talha, pois é onde a visibilidade com o transceptor do chão é otimizada.

É sobre a viga que o movimento transversal é executado, via carro que traz a talha suspensa. Outro par de carros desloca a viga sobre os trilhos, cumprindo as necessidades de movimentação longitudinal.

Já o sistema de comando e controle monitora os movimentos, conferindo inclusive o descompasso entre os carros das extremidades da viga, compensando-o de modo a impedir que a ponte entre em situação de risco para a sua integridade.

No caso dos trilhos usados para sustentar a viga e demais acessórios, é essencial que a estrutura seja compatível com as cargas que trafegarão junto com a ponte rolante.

É essencial que o terreno destinado ao galpão tolere os limites de carga. Isto é avaliado inclusive no ato da definição do projeto, pela execução de ensaios em mecânica de solos: caso o terreno se mostre frágil, surge a necessidade de estabilizá-lo.

Outras estruturas de apoio serão então criadas juntamente com a estrutura do galpão: é onde o cálculo do concreto protendido virá ao encontro dos limites necessários para a ponte rolante a ser construída.

Filosofia construtiva de racks

A mesma ideia que originou os trilhos metálicos, posteriormente viabilizou os perfilados de metal, que, no século passado, deram origem aos racks de equipamentos.

Devidamente usinados, os perfilados possibilitam a inclusão de elementos de fixação das gavetas, dos painéis e dos sub-bastidores de eletrônica.

Trata-se da Porca gaiola para rack. É a gaiola o recurso que assegura estabilidade da disposição durante os ciclos de reconfiguração e manutenção dos equipamentos.

Cordoalhas de aço

Bastante semelhantes aos cabos de aço, as cordoalhas se caracterizam por rigidez superior, resultado de trançado puramente helicoidal.

Enquanto os cabos de aço são projetados para oferecer flexibilidade, é a cordoalha de aço preço adequado, para oferecer resistência mecânica compatível com aplicações como estaís e tirantes. Por se tratar de aplicações estáticas, é ideal que as cordoalhas sejam zincadas a fogo, para proteção contra oxidação.

Diferente, por exemplo, do aço inox, o aço Carbono tem potencial muito baixo de oxidação, resultando em ferrugem. Esta tem a tendência a se estufar e esfarelar, voltando a expor a liga a processo continuado de oxidação, até o aço ser consumido totalmente.

Foi pouco antes do término do século XVIII que se descobriu a zincagem do aço a fogo: o Zinco possui um potencial de oxidação bastante superior ao do Ferro e do aço Carbono, apresentando maior imunidade a ataques por água, vapor de água em suspensão na atmosfera, e por diversos compostos químicos.

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